- As pessoas dos grupos de risco (idosos ou com problemas de saúde), embora possam vir, estão DISPENSADOS, já que a Conferência Episcopal (no comunicado de 8 de Maio passado) os aconselha, neste momento, a evitar a Missa ao Domingo, por ser ocasião de maior aglomeração de pessoas.
- Muitas das Missas serão campais, e, de preferência, as pessoas devem trazer o seu banco de casa (como no recinto de Fátima), o que se torna aind amais eficaz na prevenção do contágio. Para as Missas que forem dentro de igrejas, pode haver certos bancos bloqueados para facilitar o distanciamento entre as pessoas.
- As pessoas devem desinfectar as MÃOS antes e depois da missa, usar MÁSCARA (que retirarão para comungar) e ficar distanciadas DOIS METROS umas das outras (2 metros para todos os lados), excepto as que vivem na mesma casa, que devem ficar juntas.
- A Sagrada Comunhão é dada na mão e SEM SE DIZER nada, omitindo-se o diálogo entre o sacerdote e o comungante( "O Corpo de Cristo"; "Ámen"). Na fila para a Comunhão, as pessoas devem guardar DOIS METROS umas das outras e devem circular em SENTIDO ÚNICO (não podem voltar para trás pelo mesmo caminho, para não se cruzarem com outras pessoas).
- Gestos litúrgicos como a imposição das mãos ou as signações (fazer o sinal da cruz) serão feitas sem contacto físico com o corpo.
- No final da Missa, o povo deve DISPERSAR, não ficando a conviver em ajuntamentos, que são sempre propícios ao contágio.
Nas várias paróquias da Unidade Pastoral vamos iniciando a celebração da missa AOS POUCOS, à medida que for possível reunir as condições de segurança. Como diz o nosso Bispo, na Nota Pastoral do passado 16 de Maio, «compreendemos que não é possível celebrar a liturgia em todos os lugares onde ela antes tinha lugar, pois alguns espaços, devido à sua exiguidade e ao reduzido número de participantes, não reúnem as condições necessárias que possibilitem o distanciamento entre pessoas e a devida higienização, como previsto». Por isso, vamos reiniciando aos poucos, tanto nas igrejas como nas capelas.
O nosso Bispo recorda-nos que «todos somos convidados a alguns sacrifícios, nomeadamente na deslocação aos lugares indicados pelos párocos para as celebrações, por, porventura, o culto não poder ser reiniciado em todas as igrejas ou capelas nesta altura».
AINDA NÃO HAVERÁ CELEBRAÇÕES DA PALAVRA, pelo menos para já, porque os ministros que temos disponíveis são, quase todos, de grupos de risco, ou pela idade ou pelos problemas de saúde. De facto, se o comunicado da Conferência Episcopal do passado 8 de Maio prevê que se sacerdote celebrante for «mais idoso ou pertencer a algum grupo de risco, deve ser substituído, na distribuição da Comunhão, por algum diácono ou ministro extraordinário», a conclusão lógica é que o mesmo se deve ter em conta em relação aos ministros leigos de grupos de risco.
O nosso boletim inter-paroquial O ASTROLÁBIO, será distribuído de forma diferente, sobretudo pela afixação e pela disponibilização on-line, já que a Conferência Episcopal diz que durante a missa não haverá «desdobráveis com as leituras ou qualquer outro objecto ou papel».
A CATEQUESE presencial está suspensa até ao final do ano pastoral.
FESTAS E PROCISSÕES: de acordo com a Conferência Episcopal, «peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras actividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam SUSPENSAS até novas orientações».
Continuaremos a fazer os FUNERAIS apenas no cemitério, como até aqui, já que na nossa zona os funerais são as celebrações de maior risco, quer porque se juntam muito mais pessoas, quer porque são pessoas vindas um pouco de todo o lado (inclusive de zonas onde o coronavírus pode estar bastante activo). Se houver velório, é reservado à família, mais ninguém deve entrar.
As CONFISSÕES serão possível num «espaço amplo que permita manter o distanciamento entre confessor e penitente, que usarão máscara, sem comprometer a confidencialidade e o inviolável sigilo sacramental».
As igrejas ou capelas que já estavam abertas podem e devem continuar abertas, sobretudo para a visita ao Santíssimo Sacramento e oração pessoal.
Para ORAÇÕES EM COMUNIDADE, como o TERÇO, o Mês do Sagrado Coração de Jesus ou outras devoções, as pessoas podem reunir-se se observarem as normas de segurança: uso de máscara e distanciamento de 2 metros, evitar cruzarem-se, etc. Se o grupo for muito grande para se reunir na capela ou igreja, as pessoas podem dividir-se em dois ou mais grupos que se reunirão a horas diferentes; ou podem reunir-se ao ar livre junto ao templo.
Tanto para a Missa como para esses momentos de oração as portas devem estar abertas, para que as pessoas não tenham que tocar em maçanetas ou puxadores, e o espaço deve ser arejado no final.
Para mais pormenores, consultar os documentos referidos:
- Nota Pastoral do Bispo de Coimbra
- Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa
Paróquias de Cabril, Dornelas do Zêzere, Fajão, Janeiro de Baixo, Machio, Pampilhosa da Serra, Portela do Fôjo, Unhais-o-Velho e Vidual
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sexta-feira, 29 de maio de 2020
Normas de segurança para o regresso à celebração da Eucaristia na Unidade Pastoral Pampilhosa da Serra
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quarta-feira, 27 de maio de 2020
Recomeço das celebrações com presença do povo
31 DE MAIO, 9h00, MISSA CAMPAL NO LARGO DA CÂMARA DE PAMPILHOSA DA SERRA
No próximo Domingo retomaremos a Missa dominical com a presença física de fiéis sob a forma de Missa campal, como meio mais eficaz de prevenção contágio de covid-19, e como a Conferência Episcopal nos incentiva a fazer.
ATENÇÃO AO HORÁRIO: 9h00
Tudo está a ser preparado para nos reunirmos em frente à Câmara Municipal às 9h00, por ser uma hora em que podemos usufruir de um grande espaço à sombra naquele local (ver foto), o que é muito importante, já que se prevê que esteja calor. Agradecemos, desde já, à Câmara Municipal a disponibilização do espaço e o apoio prestado nos pormenores logísticos.
LEVE O SEU BANCO: mesmo que haja alguns assentos disponíveis, prevenimos melhor o contágio se cada pessoa usar o seu próprio banco, tal como nas Missas ao ar livre em Fátima, em que os peregrinos levam os seus banquinhos de praia (ou similares). Também pode ser útil as pessoas levarem a sua sombra, na eventualidade de o espaço à sombra não ser suficiente para todos.
ATENÇÃO ÀS NORMAS DE SEGURANÇA:
- As pessoas dos grupos de risco (idosos ou com problemas de saúde), embora possam vir, estão DISPENSADOS, já que a Conferência Episcopal os aconselha, neste momento, a evitar a Missa ao Domingo, por ser ocasião de maior aglomeração de pessoas.
- As pessoas devem desinfectar as MÃOS antes e depois da missa, usar MÁSCARA (que retirarão para comungar) e ficar distanciadas DOIS METROS umas das outras (2 metros para todos os lados), excepto as que vivem na mesma casa, que devem ficar juntas.
- A Sagrada Comunhão é dada na mão e SEM SE DIZER nada, omitindo-se o diálogo entre o sacerdote e o comungante( "O Corpo de Cristo"; "Ámen"). Na fila para a Comunhão, as pessoas devem guardar DOIS METROS umas das outras e devem circular em SENTIDO ÚNICO (não podem voltar para trás pelo mesmo caminho, para não se cruzarem com outras pessoas).
- No final da Missa, o povo deve DISPERSAR, não ficando a conviver em ajuntamentos, que são sempre propícios ao contágio.
- O peditório terá que ser feito no final.
NAS OUTRAS PARÓQUIAS vamos iniciando a celebração da missa AOS POUCOS, à medida que for possível reunir as condições de segurança. Como diz o nosso Bispo, na Nota Pastoral do passado 16 de Maio, «Compreendemos que não é possível celebrar a liturgia em todos os lugares onde ela antes tinha lugar, pois alguns espaços, devido à sua exiguidade e ao reduzido número de participantes, não reúnem as condições necessárias que possibilitem o distanciamento entre pessoas e a devida higienização, como previsto». Por isso, vamos reiniciando aos poucos, tanto nas igrejas como nas capelas.
O nosso Bispo recorda-nos que «todos somos convidados a alguns sacrifícios, nomeadamente na deslocação aos lugares indicados pelos párocos para as celebrações, por, porventura, o culto não poder ser reiniciado em todas as igrejas ou capelas nesta altura».
AINDA NÃO HAVERÁ CELEBRAÇÕES DA PALAVRA, pelo menos para já, porque os ministros que temos disponíveis são, quase todos, de grupos de risco, ou pela idade ou pelos problemas de saúde. De facto, se o comunicado da Conferência Episcopal do passado 8 de Maio prevê que se sacerdote celebrante for «mais idoso ou pertencer a algum grupo de risco, deve ser substituído, na distribuição da Comunhão, por algum diácono ou ministro extraordinário», a conclusão lógica é que o mesmo se deve ter em conta em relação aos ministros leigos de grupos de risco.
O nosso boletim inter-paroquial O ASTROLÁBIO, será distribuído de forma diferente, sobretudo pela afixação e pela disponibilização on-line, já que a Conferência Episcopal diz que durante a missa não haverá «desdobráveis com as leituras ou qualquer outro objecto ou papel».
A CATEQUESE presencial está suspensa até ao final do ano pastoral.
FESTAS E PROCISSÕES: de acordo com a Conferência Episcopal, «peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras actividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia, continuam SUSPENSAS até novas orientações».
Continuaremos a fazer os FUNERAIS apenas no cemitério, como até aqui, já que na nossa zona os funerais são as celebrações de maior risco, quer porque se juntam muito mais pessoas, quer porque são pessoas vindas um pouco de todo o lado (inclusive de zonas onde o coronavírus pode estar bastante activo). Se houver velório, é reservado à família, mais ninguém deve entrar.
As CONFISSÕES serão possível num «espaço amplo que permita manter o distanciamento entre confessor e penitente, que usarão máscara, sem comprometer a confidencialidade e o inviolável sigilo sacramental».
As igrejas ou capelas que já estavam abertas podem e devem continuar abertas, sobretudo para a visita ao Santíssimo Sacramento e oração pessoal.
Para ORAÇÕES EM COMUNIDADE, como o TERÇO, o Mês do Sagrado Coração de Jesus ou outras devoções, as pessoas podem reunir-se se observarem as normas de segurança: uso de máscara e distanciamento de 2 metros, evitar cruzarem-se, etc. Se o grupo for muito grande para se reunir na capela ou igreja, as pessoas podem dividir-se em dois ou mais grupos que se reunirão a horas diferentes; ou podem reunir-se ao ar livre junto ao templo.
Tanto para a Missa como para esses momentos de oração as portas devem estar abertas, para que as pessoas não tenham que tocar em maçanetas ou puxadores, e o espaço deve ser arejado no final.
Para mais pormenores, consultar os documentos referidos
- Nota Pastoral do Bispo de Coimbra
- Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa
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domingo, 15 de setembro de 2019
Nota Pastoral do Bispo de Coimbra para o ano 2019/2020
DIOCESE DE COIMBRA
VIRGÍLIO DO NASCIMENTO ANTUNES
NOTA PASTORAL 2019-2020
“O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (1 Jo 1,
3)
INTRODUÇÃO
O Plano Pastoral para 2017-2020, sob o lema
“Aproximai-vos do Senhor”, tem sido uma bênção para a Igreja Diocesana de
Coimbra.
Entramos no terceiro ano centrados no mesmo desejo de
dar continuidade e profundidade a esta iluminação que o Espírito Santo nos
concedeu no decorrer de uma dinâmica sinodal proposta à Diocese há três anos. O
Povo de Deus escutou a Palavra da Escritura, avaliou, orou, dialogou e
discerniu quais os caminhos a percorrer pela Igreja no tempo presente.
Desde então têm sido muitos os dinamismos criados, as actividades
propostas e os novos caminhos percorridos. Sobretudo temos visto muitas
unidades pastorais a preparar o seu plano pastoral e a calendarização das actividades
com o contributo dos conselhos pastorais e das equipas de animação pastoral,
dando-se assim maior expressão ao Magistério segundo o qual a evangelização é
dever da Igreja, que, mais do que uma instituição orgânica e hierárquica, é,
antes de tudo, um povo que peregrina para Deus (cf. Evangelii gaudium, 111).
Embora com ritmos diferentes, fruto das circunstâncias
próprias de cada unidade pastoral, as comunidades estão a dar passos firmes num
novo modelo de acção eclesial que consiste em passar “de uma pastoral de mera
conservação para uma pastoral decididamente missionária” (Evangelii gaudium, 15).
A unidade e o amor do Povo de Deus são os dois
critérios fundamentais da organização da comunidade cristã que quer ser fiel à
sua vocação de comunicar Cristo à humanidade, dentro e fora da Igreja.
Sendo Igreja Local, povo de Deus que está em Coimbra,
procuraremos fomentar por diversos meios a unidade que nos deve caracterizar,
começando pela comunhão com Deus, continuando pela comunhão com todos os
membros do mesmo Corpo e acolhendo as propostas e directrizes que a Diocese
oferece. As unidades pastorais com mais potencialidades estarão ao lado das que
têm menos meios, devendo acertar-se o modo de o fazer no contexto do
arciprestado. E que todos - sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos – dêem o
seu contributo pessoal para que nenhuma comunidade caminhe a um passo demasiado
lento ou corra o risco de ficar para trás.
Jesus pediu insistentemente ao Pai que guardasse na
unidade todos os seus discípulos (cf. Jo 17) e afirmou solenemente: «Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos
amardes uns aos outros» (Jo 13,35). Tanto do ponto de vista pessoal como
no que se refere à acção pastoral não podemos caminhar sozinhos: a unidade e o
amor serão sempre critérios da nossa fidelidade a Deus e à Igreja.
Que este novo ano pastoral, na fidelidade ao lema
“aproximai-vos do Senhor”, tenha duas fortes marcas: aproximemo-nos do Senhor
como povo que se converte ao seu amor e aproximemo-nos dos irmãos como Igreja
enviada a anunciar o Evangelho.
“O QUE VIMOS E OUVIMOS, ISSO VOS ANUNCIAMOS” (1 Jo 1,
3)
O Plano Pastoral Diocesano para o triénio de 2017 a
2020 contempla três objectivos: evangelização, espiritualidade e organização. O
plano deve ser entendido como um todo e, por isso, os objectivos a desenvolver
continuam os mesmos, pois, apesar dos caminhos já andados, temos muito a fazer.
De acordo com o
estabelecido, neste ano pastoral de 2019-2020 daremos especial atenção ao
dinamismo organizativo e ao dinamismo da comunicação.
Teremos como frase chave: “O que nós vimos e ouvimos,
isso vos anunciamos” (1 Jo 1, 3).
Tudo o que nós somos como Igreja nasceu do encontro
revelador com Jesus, que tocou os discípulos por fora e por dentro, transformou
a sua vida e pô-los no caminho do seguimento e do testemunho ou do anúncio.
Por sua vez, a organização eclesial com todos os seus
contornos, incluída a dimensão institucional, está ao serviço do encontro com
Cristo, do crescimento da fé e do anúncio do Evangelho.
Não seríamos cristãos nem seríamos Igreja se os
apóstolos e discípulos não tivessem passado pela experiência de contacto com o
Senhor Jesus Cristo – “o que vimos e ouvimos” – e se O não tivessem anunciado
sob a forma de testemunho.
Embora em circunstâncias diferentes, a humanidade não
crescerá na fé e na pertença à Igreja, se o Povo de Deus não “vir” e “ouvir” o
Senhor Jesus Cristo, se não entrar em comunhão com Ele, a condição para que O
possa comunicar sob a forma de anúncio.
Ver o Senhor, ouvir
o Senhor e anunciar o Senhor são os
elementos chave do percurso que queremos intensificar e aos quais se devem submeter
os dinamismos da organização e da comunicação que ao longo deste ano pastoral
procuraremos desenvolver com criatividade e com paixão.
DINAMISMO ORGANIZATIVO
Precisamos de nos interrogar continuamente se as
formas de organização da Igreja nas suas diversas vertentes e estruturas são as
adequadas para a realização da sua missão no tempo presente. É muito fácil
cristalizarmos em modelos organizativos que não tenham em conta as mudanças
operadas na própria organização da sociedade ou no modo como os crentes se
relacionam com a fé e com a Igreja.
Nunca é demais sublinhar que todas as formas de
organização eclesial perdem a sua razão de ser quando se descentram da
identidade misteriosa da mesma Igreja, da Pessoa de Jesus Cristo como Senhor e
Salvador, da missão de fazer crescer a fé por meio do anúncio do Evangelho. A
organização das comunidades cristãs é um meio para levar a humanidade a Cristo
e à Igreja.
Factores como o urbanismo, a mobilidade, a migração, o
êxodo dos campos para as zonas urbanas, o prolongamento da idade da juventude e
do período de formação académica, o adiamento da constituição de família, a
menor estabilidade laboral, entre muitos outros, são o resultado de uma nova
situação da sociedade e produzem mudanças às quais a organização eclesial não
pode ser alheia.
Por sua vez, há hoje sinais evidentes de mudanças
profundas no que se refere à forma como os crentes se relacionam com Deus, com
a fé cristã, com a Igreja e com a comunidade cristã local. Entre muitos outros factores,
a espiritualidade mais intimista, a religiosidade como uma realidade do foro
pessoal, a perda do sentido de pertença à comunidade local, a diminuição do
sentido social e público da fé, precisam de ser equacionados no momento de
programar o modo de agir da Igreja nas suas estruturas pastorais.
Na Exortação Apostólica A Alegria do Evangelho, o Papa Francisco aponta algumas linhas
elucidativas relativamente à dimensão organizativa da Igreja, para realizar a
sua missão.
Conversão
pastoral: “Espero que todas as
comunidades se esforcem por actuar os meios necessários para avançar no caminho
duma conversão pastoral e missionaria, que não pode deixar as coisas como estão.
Neste momento, não nos serve uma «simples administração». Constituamo-nos em
«estado permanente de missão», em todas as regiões da terra” (25).
Conversão
eclesial: “O Concílio Vaticano II
apresentou a conversão eclesial como a abertura a uma reforma permanente de si
mesma por fidelidade a Jesus Cristo: «Toda a renovação da Igreja consiste
essencialmente numa maior fidelidade à própria vocação. (...) A Igreja
peregrina é chamada por Cristo a esta reforma perene. Como instituição humana
e terrena, a Igreja necessita perpetuamente desta reforma»” (26).
Reforma das
estruturas: “Há estruturas eclesiais
que podem chegar a condicionar um dinamismo evangelizador; de igual modo, as
boas estruturas servem quando há́ uma vida que as anima, sustenta e avalia. Sem
vida nova e espírito evangélico autêntico, sem «fidelidade da Igreja à própria
vocação», toda e qualquer nova estrutura se corrompe em pouco tempo” (26).
“A reforma das estruturas, que a conversão pastoral
exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem
mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja
mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude
constante de «saída» e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a
quem Jesus oferece a sua amizade” (27).
Conversão
missionária: “Cada Igreja particular,
porção da Igreja Católica sob a guia do seu Bispo, está, também ela, chamada
à conversão missionária. Ela é o sujeito primário da evangelização, enquanto
é a manifestação concreta da única Igreja num lugar da terra e, nela, «está
verdadeiramente presente e opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica»”
(30).
O Plano Pastoral Diocesano integrou e assumiu o
sentido destas linhas programáticas oferecidas pelo Papa Francisco e as
paróquias, unidades pastorais, arciprestados e serviços diocesanos têm vindo a
repensar o seu modo de estar e as modalidades da sua acção.
No âmbito do dinamismo organizativo elencaram-se já
alguns aspectos, que podem ter um alcance muito vasto no presente e no futuro
da vida da Igreja Diocesana. Retomo-os aqui porque estarão especialmente
presentes na nossa reflexão e acção ao longo deste ano.
a. “Assumir a unidade pastoral como a estrutura
pastoral base na organização da diocese”.
Trata-se já de uma realidade, fruto de vários anos de
trabalho e crescimento. É uma forma de organização que, quando não se fica por
uma questão burocrática, mas se deixa mover pelo espírito de renovação
missionária, revela-se muito adequada à nossa situação.
Além do crescimento no espírito que lhe deve estar
subjacente, continua de pé o grande desafio de fazer das unidades pastorais um
lugar de corresponsabilidade de todo o Povo de Deus, particularmente através
dos órgãos previstos: o conselho pastoral e a equipa de animação pastoral.
Ao longo deste ano o Bispo e o Secretariado da
Coordenação Pastoral continuarão a visita já iniciada a cada uma das unidades
pastorais. Trata-se de um encontro de proximidade com o pároco, os diáconos, o
conselho pastoral, a equipa de animação pastoral ou outros leigos responsáveis
dos vários sectores da vida pastoral. A partilha sobre os caminhos já andados e
sobre as dificuldades que localmente se vão sentindo ajudará a abrir alguns
horizontes de esperança para a realização da missão da Igreja no contexto
local.
b. “Dar um rosto e um ambiente pastoral ao atendimento
paroquial, evitando posturas autoritárias e meramente burocráticas”.
Sentimos a necessidade de passar de uma dimensão
marcadamente burocrática a um sentido pastoral e verdadeiramente acolhedor dos
serviços paroquiais.
No cartório ou secretaria, mas igualmente em todos os
outros lugares e momentos de relação da unidade pastoral com as pessoas,
famílias, grupos ou comunidades, é essencial criar um clima caloroso, amigo,
fraterno, que seja reflexo do rosto de Jesus.
Na vida das comunidades cristãs todas as coisas têm
uma intencionalidade evangelizadora, tudo está orientado para ajudar a
desabrochar e crescer a fé. Inclusivamente as questões de carácter
administrativo e os bens materiais orientam-se para a realização da missão
espiritual, missionária, caritativa da Igreja.
Quando se fala de um rosto e ambiente pastoral
inclui-se tudo o que tem a ver com a relação entre a Igreja - que tem também
uma dimensão institucional - e as comunidades ou as pessoas que dela se abeiram
por diversos motivos e com as mais variadas motivações.
Os ministros ordenados ou outros fiéis que
generosamente prestam serviços institucionais à comunidade não têm poder para
mudar as motivações dos que os procuram, mas têm sempre a possibilidade e o
dever de proporcionar um acolhimento verdadeiramente pastoral, isto é, marcado
pela caridade de Jesus, o Bom Pastor, para com todos.
No encontro com as pessoas que procuram os serviços da
Igreja procuraremos ter uma grande disponibilidade, que nos leve a ser mais
propositivos do que impositivos. Mesmo quando é necessário dizer um “não”, pois
há regras e princípios que têm de ser respeitados, hão de abrir-se sempre
portas para novas possibilidades e hão de propor-se sempre percursos de
enraizamento na fé e melhor integração na Igreja.
c. “Estar atento às novas realidades sociais, caracterizadas
por forte mobilidade, simplificando procedimentos desnecessários”.
Situada no tempo e no espaço concretos, a comunidade
cristã não pode ser alheia às novas realidades sociais, sob pena de ficar
isolada e não ter capacidade de acolher, dialogar e propor seja o que for às
pessoas a quem tem o dever de servir.
Num tempo de crise de fé e de pertença à Igreja como é
o nosso, no qual subsistem comunidades verdadeiramente vivas e até entusiastas,
mas de menor dimensão, a par de uma massa imensa de pessoas tradicionalmente
crentes, mas com diminuta adesão a Cristo, é tentador radicalizar posições e
catalogar as pessoas.
Mais evangélico, porém, é estar atento a todos, mas
especialmente aos que estão doentes e precisam de médico (cf. Lc 5, 31) e
fazer de todas as ocasiões uma oportunidade para anunciar a Boa Nova que cura e
salva, para oferecer percursos devidamente estruturados e aptos para um caminho
interior e exterior de aproximação.
Embora a
dimensão territorial faça parte integrante da identidade humana e comunitária
da Igreja, as unidades pastorais hão de procurar o necessário discernimento das
situações para que as fronteiras geográficas, por um lado, e a forte mobilidade
de pessoas e famílias, por outro, não constituam um entrave à fé e à vida
cristã.
DINAMISMO DA COMUNICAÇÃO
Ao propormos o dinamismo da comunicação no âmbito do
Plano Pastoral Diocesano precisamos de fazer três clarificações prévias.
Primeira: comunicação neste contexto não é
simplesmente um conjunto de técnicas de persuasão à maneira da publicidade ou
do marketing comercial ou ideológico.
Segunda: comunicação não se entende aqui primeiramente
no sentido de conjunto de meios de comunicação social usados para formar e
informar.
Terceira: ao falarmos do dinamismo da comunicação
queremos referir-nos a todo o processo comunicativo da Igreja, para o seu
interior e para fora, que inclui a palavra, o testemunho de vida, os gestos e
silêncios, a pregação, a liturgia, a caridade e as relações interpessoais, como
lugares de anúncio do Evangelho.
A Igreja está, hoje, consciente de que o conteúdo da
sua comunicação é a fé cristã nas suas várias vertentes. A Igreja existe para
evangelizar e, por isso, o Evangelho é a sua mensagem. Isso não significa que
se alheie da comunidade humana e de tudo o que lhe diz respeito, o que a
tornaria uma comunidade à parte e incapaz de partilhar as alegrias e dores da
humanidade.
A comunicação da Igreja dirige-se ao seu interior,
isto é, aos que de formas diversas assumem e vivem a sua fé na Igreja; mas
dirige-se também aos que se sentem de fora e não têm fé nem pertencem à Igreja
ou, porventura estão numa relação de conflito, de indiferença ou mesmo de
revolta contra ela.
Para comunicar com uns e com outros precisa de
encontrar os meios e as linguagens mais aptas, devendo servir-se do que de
melhor nos ensinam as ciências da comunicação do nosso tempo. Sendo o conteúdo
do que a Igreja tem a comunicar o grande tesouro, acontece que frequentemente
se cuida pouco da linguagem e dos meios que se utilizam nesse processo,
comprometendo, assim, a própria comunicação.
O Plano Pastoral Diocesano chama a atenção para alguns
aspectos concretos que precisamos de cuidar seriamente.
a. “Dar atenção particular à homilia para que seja um
momento privilegiado de incarnar a Palavra de Deus na vida pessoal e da
comunidade”
Segundo o Papa Francisco, “a homilia é o ponto de
comparação para avaliar a capacidade de encontro de um pastor com o seu povo” (A Alegria do Evangelho, 135). Ela é, de
facto, um momento privilegiado de encontro do pregador com a Palavra de Deus e
com o povo a quem se dirige. Quando a Palavra entra no seu coração e sai
repassada da sua experiência de fé e confiança em Deus, ela entra no coração
dos ouvintes e ajuda-os a transformar a sua vida pela realização da própria
experiência de fé e confiança no mesmo Deus.
A homilia é um retomar da experiência de diálogo entre
Deus e o seu povo (cf. A Alegria do
Evangelho, 137) à maneira da mãe que conversa com os seus filhos (cf. A Alegria do Evangelho, 139).
Na homilia, o diálogo é muito mais do que a
comunicação de uma verdade (cf. A Alegria
do Evangelho, 142), ela é fruto do amor existente entre o pregador e os
seus ouvintes e está ao serviço da união dos corações que se amam, o do Senhor
e os do seu povo (cf. A Alegria do Evangelho, 143). Este
diálogo só pode existir verdadeiramente quando é fruto e expressão do amor ou
da caridade que se celebra na liturgia e, especialmente na Eucaristia
dominical.
“Quem quiser pregar, deve primeiro deixar-se tocar
pela Palavra e encarná-la na sua vida concreta. Assim, a pregação consistirá na
actividade tão intensa e fecunda, que é comunicar aos outros o que foi
contemplado” (A Alegria do Evangelho,
150). Por sua vez, ela só pode penetrar na alma dos ouvintes quando eles estão
disponíveis para contemplar a mesma Palavra de Deus e quando alimentam o forte
desejo de a escutar como Palavra de salvação para a pôr em prática. A lectio divina ou leitura orante da
Palavra de Deus é o meio mais adequado que a tradição da Igreja nos legou para
nos ajudar a acolher “o que o Senhor nos quer dizer na sua Palavra e nos
deixarmos transformar pelo Espírito” (A
Alegria do Evangelho, 152).
“O pregador deve também pôr-se à escuta do povo, para
descobrir aquilo que os fiéis precisam de ouvir. O pregador é um contemplativo
da Palavra e também um contemplativo do povo” (A Alegria do Evangelho, 154). Isso permite relacionar a Palavra com
a vida e iluminar as diferentes situações que precisam da luz de Deus para um
verdadeiro discernimento que há de levar ao compromisso pessoal e comunitário.
O pregador é convidado a realizar uma séria preparação
da homilia, tendo em conta que é um dos actos mais importantes do exercício do
ministério profético que lhe foi confiado; o povo de Deus é convidado a uma
atitude de escuta humilde daquele que foi chamado a ser intermediário da graça,
mais do que a avaliar a qualidade de um discurso. O que fala, fala em nome do
Deus que o chamou a este ministério; o que escuta faz um acto de fé no amor de
Deus que envia sempre os seus mensageiros, pobres e pecadores, mas chamados a
levar o tesouro em vasos de barro; dará mais atenção à beleza do tesouro do que
à fragilidade do barro em que é transportado.
b. “Valorizar a comunicação social diocesana,
especialmente os jornais diocesanos Correio
de Coimbra e O Amigo do Povo”.
Graças à generosidade e sabedoria de um bom grupo de
pessoas, iniciou-se um caminho muito feliz de renovação e valorização do
semanário diocesano Correio de Coimbra.
A mudança gráfica, a inserção do Suplemento
Igreja Viva, o leque variado de colaboradores e o dinamismo da equipa redactorial
fizeram do nosso jornal um bom meio de comunicação para o interior da
comunidade cristã.
O projecto não chegou tão longe como se pensou e como
era necessário porque se encontraram resistências várias e porque muitos
católicos não conseguiram senti-lo como seu.
Continua a ter pleno sentido a campanha de
colaboração, assinatura e leitura denominada “amo a Igreja, leio o seu jornal”.
De facto, a comunicação faz parte integrante dos caminhos da comunhão eclesial,
pois o que não se ouve, não se vê e não se conhece também não se ama.
Renovo o convite às paróquias para que facilitem de
forma bem organizada a chegada do Semanário Diocesano às comunidades; ao Povo
de Deus convido a ler com sentido de Igreja este instrumento de evangelização
que a Diocese publica.
O jornal O Amigo
do Povo, de cariz popular, continua o seu caminho já centenário. É fácil de
ler, cativa pela sua forma simples e chega a um público mais alargado,
contribuindo muito para a criação do sentido de pertença à Igreja e à fé
católica.
Uma vez que os seus assinantes e leitores fiéis estão
a atingir uma média etária elevada, é necessário trabalhar para o fazer chegar
às novas gerações para que não corra o risco de perder o seu público
preferencial.
c. “Investir na presença da Igreja na internet, quer a
nível diocesano quer a nível local”.
A nossa Diocese de Coimbra possui já há longos anos um
site da internet: www.diocesedecoimbra.pt,
e criou mais recentemente uma página do facebook: www.facebook/diocese.de.coimbra/.
Do mesmo modo, muitas paróquias, unidades pastorais, secretariados diocesanos,
instituições e movimentos eclesiais estão presentes no mundo digital.
Todos reconhecemos a importância da presença da Igreja
nestes novos areópagos, pois as novas gerações deixaram há muito o mundo do
papel impresso e estão continuamente em sintonia com o mundo digital.
Apesar do esforço já feito e do bom serviço que a
comunicação digital já realiza, todos reconhecemos a necessidade de estar mais
atentos a esse mundo e de utilizar mais adequadamente esses meios.
Este ano pastoral há de ajudar-nos a progredir nesta
matéria e a elaborar um programa integrado de comunicação que contemple os seus
diferentes modos e meios.
CONCLUSÃO
A Igreja, sendo de instituição divina, está presente
na história e nós, membros da humanidade, fomos acolhidos nela e temos no seu
seio a missão de anunciar a Boa Nova a todos os povos.
Precisamos de cuidar de muitos aspectos já referidos
pelo Magistério Pontifício e pelos documentos da nossa Igreja Local. Não
podemos descurar a dimensão organizativa devidamente entendida e enquadrada,
pois isso significaria desvalorizarmos a nossa responsabilidade na construção
deste Edifício Santo, em comunhão com o Espírito Santo.
Muitos dos nossos fracassos pastorais devem-se, em
parte, à nossa falta de organização, de método, de plano, a juntar à nossa
falta de ardor interior e à nossa falta de espírito de serviço.
Foi-nos confiada a missão de comunicar a fé a esta
humanidade sedenta de Deus; reacendamos a fortaleza e a sabedoria, dons do
Espírito; e vivamos este ano pastoral de forma mais sábia e mais santa.
Queremos dedicar este ano pastoral à protecção da
Virgem Santa Maria, aquela que acompanha com o coração materno e feliz todos os
caminhos do Povo de Deus. Ninguém melhor do que Maria viu, ouviu e anunciou Jesus.
Como Mãe que ensina, dá segurança e entusiasma os seus filhos, ela oferece-se
para ajudar a nossa Diocese de Coimbra a ver, ouvir e anunciar Jesus com mais
ardor.
Coimbra, 28 de Agosto de 2019
Festa de Santo Agostinho, padroeiro da Diocese de
Coimbra
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
FAMÍLIA POWER na Assembleia de Catequistas
O Secretariado Diocesano de Evangelização e Catequese chama todos os
catequistas a participar num encontro com a Família Power (da Diocese
de Aveiro), realizando, desta forma, a sua Assembleia Diocesana de Catequistas.
Vai ser no dia 24 de Setembro (dia
da Abertura Solene do Ano Pastoral), de
manhã, no cine-teatro do Colégio de
São Teotónio, das 10h00 às 12h30.
- os animadores do MCC, do Alpha, das Células, da Catequese de Adultos e Catequistas, no cine-teatro do Colégio de S. Teotónio;
- os animadores de grupos corais, ministros extraordinários da comunhão, das exéquias e das celebrações da palavra, no Salão de S. Tomás (no Seminário Maior de Coimbra);
- os elementos dos conselhos pastorais, conselhos económicos, centros sociais e equipas de animação pastoral, no Salão da Sé Nova.
A Família Power é composta pelo casal Niall e Teresa com os seus
sete filhos. São fundadores do Movimento
Famílias de Caná, um projecto em que a Catequese e a Família se unem na
Evangelização.
Há a possibilidade de almoçar no Colégio, mediante uma inscrição
prévia.
Depois do almoço, realiza-se a apresentação do Plano Pastoral para o
triénio 2017/2020, a partir das 14h30, que para os Catequistas continua a ser
no cine-teatro do Colégio de São
Teotónio.
Tudo termina com a Eucaristia solene na Sé Nova, às 17h00, presidida
pelo Sr. D. Virgílio.
*
Nota:
Para os restantes sectores pastorais, a apresentação do plano pastoral (a partir das 14h30) será feita em diferentes lugares:
- os animadores da pastoral juvenil, pastoral universitária e dirigentes e caminheiros do CNE, no auditório do Instituto Justiça e Paz;
- os animadores do MCC, do Alpha, das Células, da Catequese de Adultos e Catequistas, no cine-teatro do Colégio de S. Teotónio;
- os animadores de grupos corais, ministros extraordinários da comunhão, das exéquias e das celebrações da palavra, no Salão de S. Tomás (no Seminário Maior de Coimbra);
- os elementos dos conselhos pastorais, conselhos económicos, centros sociais e equipas de animação pastoral, no Salão da Sé Nova.
sábado, 19 de setembro de 2015
Imagem Peregrina de N.ª Sr.ª de Fátima na Pampilhosa
Foi com simplicidade mas também com dignidade e muita alegria que as paróquias do concelho da Pampilhosa da Serra acolheram a visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima na passada 5ª feira, 17 de Setembro.
Nessa manhã a chuva ainda ameaçou, mas Deus permitiu que estivesse um tempo excelente de boas abertas (e até sol quente!) durante toda a tarde. Os guarda-chuvas vieram, mas só serviram como guarda-sóis.
No final da manhã, no alto da Moura da Serra (concelho de Arganil), o Padre António Sousa, pároco de Avô, “entregava” a Imagem ao Padre João Prior, que a conduziu até à Pampilhosa, onde chegou pelas 13h00. Com palmas e muita emoção, a multidão, reunida na Praça do Regionalismo, recebeu a Imagem, transportada no “Fátima-móvel” e acompanhada por uma equipa do Movimento da Mensagem de Fátima. Um bom grupo de Bombeiros pampilhosenses levou o pesado andor (mais de 200 kg) para o palco propositadamente montado e apetrechado pela Câmara Municipal, onde decorreram as celebrações.
Feita uma breve saudação, iniciou-se a Eucaristia, concelebrada pelo Padre Orlando, Padre João e também pelo Padre Ramiro Moreira, que veio com alguns paroquianos de Alvares associar-se à nossa festa, dando à celebração uma dimensão arciprestal. Pouco depois da Missa, iniciou-se a recitação do Rosário (três Terços). Perante uma tal Visita, que poderíamos mais fazer senão desfazermo-nos em Avé-Marias? Estiveram presentes duas Irmãs da Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus (comunidade recentemente fundada no Brasil) que também acompanhavam a Imagem Peregrina, o que, juntamente com os dois párocos, tornou possível que todos os mistérios do Rosário fossem orientados por Consagrados, assinalando também, desta forma, o Ano da Vida Consagrada.
A falta de tempo não permitiu que rezássemos os dois últimos mistérios do Rosário, pois já tinham batido as 15h30 na torre da igreja e quisemos respeitar os horários e também as pessoas que receberiam a Imagem a seguir a nós. Por isso, foi feita a despedida da Imagem Peregrina, que entrou no “Fátima-móvel” através de um mar de lenços brancos a acenar, juntamente com cânticos saudosos e lágrimas de alegria, e seguiu viagem escoltada pela comitiva do Movimento da Mensagem de Fátima, um carro-patrulha das GNR, as Irmãs e alguns paroquianos do concelho da Pampilhosa que acompanharam até ao limite do concelho. Em Fajão, um grupo de paroquianos despedia-se enquanto a imagem passava. Na Ponte do Cartamil, fronteira com o concelho de Arganil, o cortejo parou e o Padre Orlando “entregou” a Imagem a paroquianos de Côja que a aguardavam para a conduzir até à sua terra.
Faleceu o Padre António Brito
O Padre António Antunes de Brito nasceu na freguesia do Vidual no dia 14 de Junho de 1930 e entrou para o Seminário da Figueira da Foz já aos 19 anos. Foi do curso do Padre João Prior e do Prof. José Ramos Mendes, embora mais velho do que eles, por ter entrado mais tarde (os colegas de Seminário, com graça e amizade, chamavam-lhe “Ti’ Brito”, por causa da diferença de idades). Era dedicado ao estudo e às artes plásticas. Foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1961.
Foi pároco do Colmeal, depois, sucessivamente, de Alvares, Portela do Fôjo, Tábua, Ázere e Candosa. Foi capelão do mosteiro das Clarissas do Desagravo do Louriçal e, ao mesmo tempo, pároco do Louriçal. Dali teve que se retirar para Coimbra, por motivos de saúde, onde foi ainda pároco “in solidum” de Ribeira de Frades. Faleceu a 12 de Setembro de 2015, no Hospital da Universidade de Coimbra.
O Sr. Bispo veio ao Vidual presidir ao funeral, no qual concelebraram numerosos sacerdotes, e, lembrando que o Pe. Brito entrou no Seminário sentindo o apelo de Deus e sabendo já um pouco do que era a vida, deixou um apelo de sensibilização vocacional.
sábado, 18 de abril de 2015
Livro sobre o Cónego Urbano Duarte apresentado na Pampilhosa
Foi hoje apresentado na Biblioteca Municipal de Pampilhosa da Serra o livro “Crónicas dos anos quentes”, sobre a vida e obra do Cónego Urbano Duarte, natural do Pescanseco do Meio (paróquia de Pampilhosa da Serra). O autor é Mário Martins, fiel discípulo de Urbano Duarte. O livro centra-se sobre a importante acção e influência que este padre/professor/jornalista teve na sociedade conimbricense e nacional da sua época, em especial como director do jornal diocesano “O Correio de Coimbra”, pelas suas crónicas intituladas “Sintomas”. O facto de este clérigo pampilhosense dar nome a uma das grandes avenidas de Coimbra é sintoma de quão grande e reconhecida foi a sua acção.
sábado, 17 de maio de 2014
Festa da Igreja Diocesana é dia 15 de Junho
A comemoração do Dia da Igreja Diocesana será, como sempre, no Domingo da Santíssima Trindade, este ano a 15 de Junho. No nosso arciprestado, a festa vai ser no Centro Cultural de Tábua:
15:00 - Apresentação e debate do Tema: Ser Igreja - Comunhão e Missão - Comunidade de Discípulos em Missão.
16:15 - Momento Cultural
16:30 - As Vocações no nosso Arciprestado - Apresentação e Testemunhos
17:30 - Momento de Oração (Rezar a Igreja que somos)
18:00 - Lanche Partilhado
15:00 - Apresentação e debate do Tema: Ser Igreja - Comunhão e Missão - Comunidade de Discípulos em Missão.
16:15 - Momento Cultural
16:30 - As Vocações no nosso Arciprestado - Apresentação e Testemunhos
17:30 - Momento de Oração (Rezar a Igreja que somos)
18:00 - Lanche Partilhado
sábado, 30 de novembro de 2013
Vão ser ordenados dois novos diáconos
Dia 15 de Dezembro, às 16h00, na Sé Nova, vão ser ordenados diáconos dois jovens da nossa diocese que se preparam para o sacerdócio. Eles já terminaram o Seminário e estão a estagiar em paróquias. São o André Sequeira (foto da esquerda), natural de Pocariça (Cantanhede), que está a estagiar na unidade pastoral de Santiago da Guarda (Ansião); e o Manuel Vaz Patto (foto da direita), natural de Nogueira do Cravo, que está a estagiar na unidade pastoral de Arganil. Rezemos por eles e juntemo-nos à festa na Sé, no dia 15.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
A beleza de ser Padre
Testemunho de um seminarista da nossa diocese.Chamo-me Jorge Germano Dias de Brito, tenho 26 anos e pertenço à Paroquia de Nogueira do Cravo, do Conselho de Oliveira do Hospital, ainda que toda a minha caminhada de encontro, confronto e discernimento fosse acontecendo na Comunidade de Galizes.
Como é que eu descobri esta minha tão bela vocação de Ser Padre? Não descobri! Fui descobrindo … e continuo a descobrir e a responder ao Senhor com muita alegria, mesmo nos momentos mais difíceis do meu Caminho.
O meu percurso nesta Comunidade de Galizes foi como o de qualquer jovem noutra Comunidade. Apesar da minha família que não costumava muito ir à Missa ao Domingo, comecei pela Catequese, depois mais tarde com a inserção no grupo de Acólitos e no Grupo de Jovens. Em todos os momentos foi sempre marcante a presença e a boa disposição do meu Pároco de então: o Pe. Rodolfo Leite.
Digamos que a pergunta directa e sem rodeios “Não queres Ser Padre?” veio do meu Pároco, mas depois, a insistência para que começasse a participar nos encontros do Pré-Seminário, actualmente chamado Projecto Vocacional Sacerdotal, foi acontecendo todos os dias na escola, pelo Manuel Patto, que agora se prepara para ser Ordenado Diácono.
No meio de tanta insistência o “NÃO” ia permanecendo. Era uma pergunta que nunca me tinha passado pela cabeça e de repente, começa a tomar conta de mim, começo a colocar tudo em causa, começa um longo tempo de medo e de receio, começa um longo tempo de confronto onde cada vez mais as perguntas surgiam e as respostas não apareciam. Mas, a demorada resposta surgiu! Foi no dia em que fui Crismado, a 19 de Outubro de 2003, que senti que Deus me chamava a deixar tudo e a partir para que também eu continuasse a missão que Ele começou.
Depois de ter dito que SIM deixei tudo: a casa de meus Pais, a minha terra, os meus amigos e fui para o Ano Propedêutico no Seminário de Leiria, a 30 de Setembro de 2007. Depois, dos 6 anos do Curso de Teologia, 4 anos foram no Seminário Maior de Coimbra, e estes últimos 2 anos não só eu mas os 11 Seminaristas que somos da Diocese de Coimbra estamos no Seminário Maior do Porto, com os Seminaristas da Diocese do Porto e da Diocese de Vila Real.
Em todo o meu percurso, sempre foi muito importante para mim ir descobrindo o que Deus quer. Vou-lhe perguntando e respondendo todos os dias: “Senhor que queres de mim? Eu quero o que tu quiseres.” Neste momento estou no 6ºano, sou um dos 4 finalistas. Sou Seminarista e não tenho vergonha de o dizer. Eu quero Ser Padre porque acredito em Jesus Cristo, e Nele encontro em cada dia a verdadeira felicidade.
Concretamente a nós Seminaristas, Deus chama-nos para sermos Padres e para continuarmos a missão de Jesus Cristo, a sermos verdadeiros e felizes Pastores. A meta é elevada! O Caminho é difícil! As dúvidas e medos são sempre uma presença, pelo menos em mim. Mas maior que tudo isso é o Amor, e esse não tem uma fórmula matemática…O Amor sente-se, vive-se, testemunha-se na Oração, na Entrega, na Vida e no Mundo de Hoje.
E TU!
Não tenhas Medo e deixa que Cristo se Forme em Ti.
Porque Não seres Padre?
Jorge Germano
E tu…? Atreves-te?
Chamo-me Rodolfo Miguel. Nasci no dia 29 de Setembro de 1989. Cresci num contexto familiar simples, de trabalho, onde se vive a simplicidade da fé e a disponibilidade para ajudar o outro. Sou da paróquia de Póvoa de Midões, terra de que tanto gosto, recordando com grande amizade todos os que me ajudaram a crescer na fé (párocos, catequistas, etc.).
No ano de 2001 propuseram-me ir a um encontro do pré-seminário na Figueira da Foz. Arrisquei e fui, estando longe de imaginar que aquele encontro me marcaria tão profundamente. Depois continuei e fui participando nos encontros mensais do pré-seminário, sendo uma oportunidade para me questionar interiormente e ter algumas experiências que me enriqueceram bastante a nível pessoal. No meu 10º ano colocou-se a hipótese de ir para a comunidade Cura d’Ars em Cernache. Aceitei o desafio, tendo estudado no Colégio da Imaculada Conceição até ao 12º ano. Depois fiz o percurso normal, sendo que hoje, devido às circunstâncias, estou no Seminário Maior do Porto no 5º ano. Obviamente que o percurso foi feito de grandes interrogações, de alegrias mas também desânimos. Quando entrei no Seminário Maior algumas das questões que me eram mais frequentes foram: Como saber que Deus me chama? Como responder-lhe?
Uma vez alguém me disse que a vocação é o pensamento “luminoso” que o Pai tem sobre ti. Amanhece primeiro que o sol. Ora, todos querem ser felizes. Ser padre trata-se uma questão de felicidade (realizar o plano de Deus) e não uma questão de ‘sermões clericais’, nem de interesses partidários ou questões abstractas, no vazio. Deus tem um projecto sobre mim e sobre ti. Este projecto tem a ver com a tua pessoa, a minha pessoa, porém vai para além da minha e da tua vida e afecta a muitos outros.
Acredito que novos caminhos de grande beleza estão a florescer na Igreja. É verdade que estamos numa sociedade muito modificada, mas não adianta andar sempre a ‘bater’ no mesmo. O grande desafio está nas relações humanas (a chamada pastoral de proximidade). É no encontro com o outro e no encontro pessoal com Jesus Cristo que se poderá descobrir a beleza da vida, que deve ser compartilhada com outros.
Nos encontros em que vou participando (Escuteiros, campos de férias, grupos de catequese, pastoral universitária, …) são grandes as questões que me colocam: o que fazes no seminário? Vocês podem sair à noite? O que te levou para o seminário? O que pensas das questões mais fracturantes ao nível da moral na Igreja? Queres mesmo ser padre? (que desperdício… uma ‘gargalhada’ logo de seguida). Bom… confesso que realmente Deus faz maravilhas. E se cheguei até aqui, agradeço a oração de tantos, o apoio e a amizade dos amigos e família. Muitas vezes me lembro dos meus avós, já falecidos. A minha avó materna dizia que rezava a oração do terço todos os dias por mim. O seu testemunho marcou-me muito.
Nestes últimos anos tenho aprendido no seminário a importância que deve ter a vida em comunidade (no seu verdadeiro significado). Nós (seminaristas) como futuros padres ao serviço das comunidades cristãs temos de estar muito atentos e próximos da realidade concreta das pessoas. Longe vai o tempo em que as pessoas valorizavam o Domingo como o Dia do Senhor (também na minha paróquia). Isto não nos deve fazer desanimar, pois temos um mundo inteiro à nossa espera para levar o único tesouro que temos: Jesus Cristo.
Em suma, acima de tudo sou jovem, participando nos encontros juvenis, convívios de amigos... O importante é que no meio onde estou dê testemunho do que sou… cristão, humano como todos (com qualidades e defeitos).
Devemos ser fruto e sinal do amor de Deus que tem por mim, por ti, por nós. Sim… vale a pena esta aventura. O Seminário é o espaço ideal onde podes crescer e amadurecer a tua vocação. «Não tenhais medo». Precisamos de jovens que se entreguem com coragem, na radicalidade do Evangelho. Jovens do nosso tempo. Arrisca! Apaixona-te! Vive! Rezo por ti e conto com a tua oração.
E tu…? Atreveste?
Rodolfo Albuquerque
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Festival Diocesano da Canção
O Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil da Diocese de Coimbra vai realizar no dia 16 de Novembro pelas 21h00, o Festival Jovem Diocesano da Canção, no Pavilhão Desportivo de Alvaiázere. Grupos de Jovens Cristãos de toda a diocese apresentarão canções inéditas com o tema “Comunidade de Discípulos”. Este evento pretende: incentivar a criação poético-musical partindo dos valores religiosos; promover a canção religiosa como valor na evangelização e no quotidiano dos jovens; possibilitar o encontro e o convívio são e construtivo entre os jovens da diocese e animar o ano pastoral juvenil 2013-14, de uma forma criativa, festiva e entusiasta.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Fique a conhecer o nosso plano...
Realiza-se hoje, 6 de Outubro, a Abertura do Ano Pastoral na nossa Diocese. O plano pastoral da nossa Diocese para o próximo triénio (2013/2016) será o seguinte:
2º - Criar dinamismo de discipulado missionário nos membros da comunidade cristã;
3º - Criar nos cristãos o “sentido de pertença” eclesial;
4º - Fomentar a corresponsabilidade pastoral nas Unidades Pastorais.”
MISSÃO: Diocese de Coimbra: Comunidade que vive a fé e anuncia o Evangelho, como caminho do encontro pessoal com Cristo, único Salvador, e com a sua Igreja. (Por Missão entendemos aquilo que somos e porque existimos).
VISÃO: Alicerçados em Cristo, formamos comunidades de discípulos para o anúncio do Evangelho. (Na Visão exprimimos, a partir do que somos, aquilo que queremos ser e que resultados pretendemos).
Os quatro objectivos do Plano Pastoral são:
1º - Proporcionar o encontro pessoal com Cristo através do primeiro anúncio;2º - Criar dinamismo de discipulado missionário nos membros da comunidade cristã;
3º - Criar nos cristãos o “sentido de pertença” eclesial;
4º - Fomentar a corresponsabilidade pastoral nas Unidades Pastorais.”
sábado, 28 de setembro de 2013
Abertura do Ano Pastoral na nossa Diocese
No dia 6 de Outubro, vai realizar-se a Abertura do Ano Pastoral na nossa
Diocese. Estão convidados a participar, de um modo especial, os membros dos Conselhos Pastorais e
Económicos. O encontro vai ter lugar no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, e o objectivo é os leigos mais responsáveis das paróquias a compreenderem bem o plano pastoral e motivarem-se para serem corresponsáveis na evangelização.
Programa:
10h00: Oração de Laudes.10h30: Palavra introdutória do Sr. Bispo.
10h45: Palestra pelo Dr. Adelino Guarda: A corresponsabilidade pastoral e o lugar das estruturas ao serviço da comunhão e da missão.
11.30h: Intervalo.
12h00: Apresentação e explicação do plano pastoral.
13h00: Almoço.
15h00: Ensaio de cânticos.
15.30h: Eucaristia na Sé Nova.
O almoço será da responsabilidade de cada um, sendo possível trazê-lo de casa ou também recorrer ao Instituto Justiça e Paz, que estará aberto neste dia para oferecer esse serviço.
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